Para o Santos ganhar do Barcelona nesta final do Mundial de Clubes é preciso um mártir, que pode ser do All Saad amanhã ou do próprio Santos no domingo, e que tire o Messi do Mundial. Antes que qualquer apressadinho me xingue, não estou defendendo nem querendo que isto aconteça, só estou dizendo que é a única maneira. Como não deve acontecer, favas contadas.
Esse Barcelona, sem o argentino canhoto, seria “somente” um grande time e campeão da UEFA, e já vimos com São Paulo e Internacional que times assim podem ser batidos. Com Lionel Messi, é um dos melhores times de todos os tempos.
Muricy Ramalho, apesar do recente título da Libertadores e dos outros demais da carreira, é extremamente previsível taticamente. Monta bem as suas defesas, aperta a marcação no meio de campo que lhe pertence, com três meio-campistas atrás da linha da bola, e sabe aproveitar as características de seus atacantes. Mas é só, e isto não basta frente a este Barcelona de Messi. Não que eles tenham também uma infinidade de variações de ataque. Basicamente são “três”: a penetração de Messi pela meia-direita sem a bola, quando então recebe de Xavi, a tabela com alguém em progressão pela direita, quando normalmente finaliza na cara do goleiro, e as jogadas de Iniesta pela esquerda. Claro que isso é taticamente, pois o argentino sempre pode descolar um lance genial e individual.
Mesmo assim, como marcá-los?
Tenho alguns palpites. Primeiro o adversário tem que jogar com um líbero, na sobra mesmo,pois o que os jogadores do Barcelona aparecem livres na pequena área é uma grandeza. Segundo, o lado esquerdo da defesa deve ser rápido e leve para conter as triangulações entre Daniel Alves-Xavi-Messi, e por isto, no caso do Santos, colocaria o Danilo como lateral esquerdo neste jogo. Quem jogaria na direita? O Pará, oras. E se o Messi inverter? Invertam-se os laterais. Ah, mas fica muito complicado, diz você. E quem falou que seria fácil?
Quer moleza? Jogue contra o Tolima.
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