Pois, passaremos.
Rafael redimirá Barbosa e abraçará Rodolfo Rodriguez.
Pará, como no primeiro jogo, não admitirá investidas em seu norte.
Edu Dracena, caipira da gema vermelha, mesmo cometendo um penal ou sendo expulso, erguerá a taça de campeão.
Durval, com a peixeira no pé, devolverá todos os balões e gringos escorraçados de volta ao sul.
Leo derrotará todos os Golias com a sua esquerda, pois a pelota, posto não ter asas, prefere a grama.
Adriano varrerá a entrada da área até não sobrar um fio de cabelo aurinegro.
Danilo, mineiro que só, surpreenderá a retaguarda de brucutus com estocadas precisas.
Arouca deslizará a classe carioca por todo o gramado do Pacaembú e carregará a equipe de uma intermediária à outra.
Elano desferirá petardos e cruzamentos certeiros à meta adversária, tantos e em tal profusão que o goleiro uruguaio terá de trocar a luva gasta.
Zé Love fará seu gol derradeiro com o manto branco e será, com justiça, amado pela torcida até o fim dos tempos.
Ganso, enquanto puder e de cabeça erguida, regerá a Orquestra Alvinegra em um allegro vivace que ecoará em Barcelona.
E o menino caído, mesmo insultado, empurrado e pisado, decidirá o jogo.PS.1: Resposta a este provocador e belo texto., e seus comentaristas.
PS.2: Longa vida a Paulo Roberto Falcão e Renato Portaluppi.
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