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EPISTEME

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Fascismo


Depois de prender universitários maconheiros, colocar um “xerifão” como reitor da USP e fazer uma “limpeza” na Cracolândia, agora o Intervertor Geraldo Alkimin utilizou helicópteros, carros blindados, tropas de choque e armas para desalojar 6 mil pessoas das casas onde dormiam na manhã deste domingo.
Parabéns a todos os paulistas que elegeram um médico com métodos fascistas para governá-los.
A campanha de higienização está em curso.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Fsatul

O ftuobel que essee brleacona de Msesi jago no cmapo é iugal a que o Stnaos e o Crihontains tbaem jgoam no Bsaril só que na qradua e se cmaha fsatul. Dsuceple os ersros. Auqi no fduno od pçoo é mituo ecruso.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

A missão impossível do Santos


Para o Santos ganhar do Barcelona nesta final do Mundial de Clubes é preciso um mártir, que pode ser do All Saad amanhã ou do próprio Santos no domingo, e que tire o Messi do Mundial. Antes que qualquer apressadinho me xingue, não estou defendendo nem querendo que isto aconteça, só estou dizendo que é a única maneira. Como não deve acontecer, favas contadas.
Esse Barcelona, sem o argentino canhoto, seria “somente” um grande time e campeão da UEFA, e já vimos com São Paulo e Internacional que times assim podem ser batidos. Com Lionel Messi, é um dos melhores times de todos os tempos.
Muricy Ramalho, apesar do recente título da Libertadores e dos outros demais da carreira, é extremamente previsível taticamente. Monta bem as suas defesas, aperta a marcação no meio de campo que lhe pertence, com três meio-campistas atrás da linha da bola, e sabe aproveitar as características de seus atacantes. Mas é só, e isto não basta frente a este Barcelona de Messi. Não que eles tenham também uma infinidade de variações de ataque. Basicamente são “três”: a penetração de Messi pela meia-direita sem a bola, quando então recebe de Xavi, a tabela com alguém em progressão pela direita, quando normalmente finaliza na cara do goleiro, e as jogadas de Iniesta pela esquerda. Claro que isso é taticamente, pois o argentino sempre pode descolar um lance genial e individual.
Mesmo assim, como marcá-los?
Tenho alguns palpites. Primeiro o adversário tem que jogar com um líbero,  na sobra mesmo,pois o que os jogadores do Barcelona aparecem livres na pequena área é uma grandeza. Segundo, o lado esquerdo da defesa deve ser rápido e leve para conter as triangulações entre Daniel Alves-Xavi-Messi, e por isto, no caso do Santos, colocaria o Danilo como lateral esquerdo neste jogo. Quem jogaria na direita? O Pará, oras. E se o Messi inverter? Invertam-se os laterais. Ah, mas fica muito complicado, diz você. E quem falou que seria fácil?
Quer moleza? Jogue contra o Tolima.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Coisas garimpadas por aí - Dois

Excelente primeira parte de um ensaio do Bruno Cava, do http://www.quadradodosloucos.com.br/.


As finanças causaram a crise global?
Fala-se muito em crise do capitalismo financeiro. A narrativa é mais ou menos assim:
Os culpados principais da crise foram bancos internacionais e grupos de investimento, os grandes players que jogam com a riqueza mundial. Ao longo da última década, extrapolaram todos os limites da cobiça para realizar uma falsa multiplicação dos pães. Mirabolaram produtos financeiros, os derivativos, com o que criaram valor onde não havia nada. Como esse ouro de tolos, incharam bolhas especulativas, descoladas da economia real, — fantasiosas e insustentáveis. Sem ser eleitos por ninguém, jogaram muito alto e sem nenhuma garantia com o dinheiro alheio. Aproveitaram-se da desregulamentação do setor e fizeram de refém os governos nacionais, incapazes de conter a luxúria por lucros fabulosos ou talvez cúmplices. Banqueiros, financistas, acionistas e executivos deitaram e rolaram em cima da economia mundial por anos e agora todos pagamos o pato, enquanto os verdadeiros culpados são salvos com o dinheiro público e ainda posam de popstar. Não admira o movimento Occupy nos Estados Unidos tenha começado por Wall Street.
É o que temos ouvido todos os dias, mas não é bem assim.
Boa parte das críticas se fundamenta numa superficial separação entre finanças e economia real.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Aos tetranetos de Sócrates Brasileiro Sampaio de Souza Vieira de Oliveira


Houve um tempo, aqui, no Brasil, em que se jogava futebol. Todos jogávamos, mas todos mesmo, até quem não sabia. Jogávamos em todos os lugares – em casa, na rua, num terreno baldio, na escola, até num campo, vejam só. Campinho de terra era o máximo, campo com traves era só para os bons-de-bola, aqueles que chegaram lá, na várzea. Tinha cada time e cada campeonato de várzea aqui que eu nem te conto.
Agora, se o jogador fosse muito bom, um craque, aí ele virava deus de figurinha. Deus de figurinha era o jogador que a gente colava o retrato dele no álbum, sabia o nome de tanto ouvir no rádio ou na televisão, sabia em que time e até em que posição ele jogava. Mas não muito mais do que isso, pois deuses não são muito acessíveis, não.
Nesse tempo, falava-se muito sobre futebol, mas muito mesmo, porque não se podia falar de outra coisa. Era proibido, pelo governo ou pela igreja, não necessariamente nesta ordem, discutir coisas como sexo, religião e política. Se te pegassem falando sobre esses assuntos você era condenado ao inferno ou à prisão, e ninguém sabia qual era o pior. Talvez sejam a mesma coisa.
O Brasil já era tricampeão mundial, pois os deuses de figurinha brasileiros eram a grande maioria. Apesar disso, o tempo foi passando e nada do tetracampeonato vir, até que colocaram, como técnico da seleção, um deus de figurinha aposentado e que gostava de futebol. A seleção de deuses de figurinha que ele montou ganhou um monte de títulos: “a melhor”, “a que realmente merecia”, “a de futebol mais bonito”, “a que tinha os melhores jogadores”, “a mais ofensiva”, “a inesquecível”.  Mas não, o Brasil não ficou campeão.
Nessa seleção tinha um deus de figurinha que era diferente dos demais não porque jogasse melhor, mas porque falava das coisas proibidas. Ele não foi para a prisão e nem para o inferno porque deuses não vão para esses lugares, e ignora-se por que os outros deuses também não falavam sobre essas coisas.
Talvez não fossem realmente deuses.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Coisas garimpadas por aí - Um

Não é sobre cinema, apesar de ser uma crítica de um filme. Também não é sobre sobre música, apesar do filme contar a história de um cantor.
É sobre a vida.

Saudades do sertão
Por Henry Burnett
Numa cultura jovem, diariamente renovada, fica cada vez mais difícil lidar com a música tradicional
Tem muito de Jeff Lebowski em Bad Blake. O primeiro é o personagem central de “O Grande Lebowski” (“The Big Lebowski”, 1998, de. Joel Cohen), também protagonizado por Jeff Bridges. Em “Coração Louco” (“Crazy Heart”, 2009, de Scott Cooper), Bridges vive um conturbado cantor country, Blake, que guarda a displicência e a porra-louquice do seu duplo Lebowski, só que em registro suicida.
O que chama atenção no filme que deu o Oscar a Bridges é que ele também pode ser visto como uma refinada crítica a respeito da situação social da música nos Estados Unidos, que, por sua vez, espelha os países influenciados por sua cultura pop. Surpreende perceber o quanto a música country permaneceu íntegra como uma representação musical de um determinado estrato social naquele país –onde se imaginava há muito dizimada.
Embora o tema do alcoolismo esteja o tempo todo sendo lembrado no filme –Blake quase perde a vida em função do uísque–, é a música tradicional que está em xeque, simbolizada na vida turbulenta do seu cantor-símbolo decadente. Dessa decadência muito se pode supor.
Blake já não canta com a mesma compostura de antes –se é que a teve algum dia. Seu público se resume aos ouvintes da velha guarda, todos de sua geração. Todos decadentes. Por conhecer seu passado, quem ainda o admira é Jean (Maggie Gyllenhaal), uma jovem jornalista que trabalha num diário de interior e por quem ele se apaixonará algumas sequências depois; vale dizer que Jean é a única que não respira decadência no filme.
Musicalmente, Blake está para os norte-americanos como Renato Teixeira está para nós.

Dia Mundial de Luta Contra a AIDS


Cartaz espanhol de 2010.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Sexo é melhor!

Um verme, uma bactéria nociva, alguns pesquisadores.
Da Folha de S.Paulo, citando artigo da Science:

"O Caenorhabditis elegans (o verme) pode ser hermafrodita ou macho. Numa população selvagem, entre 20% e 30% são machos. Mas, na presença da bactéria parasita coevoluindo, a frequência de reprodução via sexo passa a ser quase 90%. Os que fazem sexo com outros indivíduos apresentaram mais resistência."

Darwin está sorrindo no caixão...